Lojas do Centro oferecem fantasias e adereços para todos os gostos Jéssica de Oliveira
O carnaval já começou no centro de Nova Iguaçu. Pelo menos é esta impressão que se tem quando se entra na Multifestas, uma loja especializada em fantasias e adereço na Av. Nilo Peçanha. Foi lá que a nossa reportagem encontrou a dona de casa Cleonice dos Santos, que mora em Cabuçu e todo ano vem ao centro de nossa cidade para preparar o filho Pedro Lucas, de cinco anos, para os bailes. Suas preferências são as fantasias de índio e cigano. “Gosto dessas porque são fresquinhas e bonitas”, diz ela. A loja também oferece fantasias de pirata e clóvis, evitadas pela dona de casa por assustarem as crianças.
Mas não é só a criançada que curte um adereço. Tereza da Conceição, de 49 anos, e Ailda Molina, de 50 anos, adoram se produzir para cair na folia. Moradoras de Belford Roxo, elas foram à Multifestas atrás de uma fantasia que as colocasse no clima do carnaval do Espírito Santo, para onde viajam na próxima semana. Era a primeira que as duas iam à Multifestas, onde ficaram encantadas com as opções oferecidas. Mas, apesar da ansiedade com a viagem e com os bailes, as duas saíram de mãos abanando da loja. “Estamos procurando qualidade e preço”, anunciaram antes de iniciar um périplo pelas lojas do centro.O expressivo aumento de vendas da Multifestas, cujo faturamento no carnaval só é superado pelas encomendas ocorridas durante a semana da criança, também é garantido pelas escolas de samba da cidade. “O carnavalesco da Leão de Nova Iguaçu acabou de levar 50 chapeus de cozinheiro para uma de suas alas”, comemora o gerente Alcides Nascimento, 42 anos. Os blocos que invadem as ruas da cidade também são uma ótima fonte de receita para a Multifestas. É lá que o próprio gerente compra as fantasias para o Bloco das Piranhas, na qual saía até dois anos atrás.
PraticidadeHouve uma época em que as lojas de fantasia e adereços tinham um grande faturamento com a venda de tecidos, que posteriormente seriam transformados nas mãos de costureiras criativas. Mas segundo Ana Carla, que tem 33 anos de idade e há seis anos gerencia a Turuna, os clientes procuram cada vez mais fantasias prontas. “Acho que hoje as pessoas querem mais praticidade”, avalia a gerente. Ao seu lado, Manuela Santana dos Santos, de 21 anos, confirma a sensação de Ana Carla. “Poupo tempo e dinheiro com fantasias prontas”, afirma essa moradora de Belford Roxo.Flagrada comprando uma peça de cetim na Varejão das fábricas, a estudante Giovanna Gabriella, uma moradora de Comendador Soares de 14 anos, se garante na habilidade da mãe para chamar a atenção dos veranistas de Mangaratiba, onde a família vai passar o carnaval. “Ela costura há 20 anos”, diz a menina, que este ano vai se fantasiar de fada.
