por Hosana Souza
Já estamos às vésperas do aniversário de 176 anos da cidade, mas Nova Iguaçu ainda vive o seu Natal. Foi divulgado na última terça, 4, o resultado do concurso “Natal do Sonhos”, que escolheu a mais bela decoração natalina iguaçuana. A intenção da prefeita Sheila Gama ao decretar o concurso era “resgatar o espírito natalino da cidade”.
O radialista e sub-secretário de Comunicação Social da cidade, David Goulart, conta que apesar do pouco tempo de organização do evento, apenas dois meses, a Prefeitura está contente com os resultados. “Foi o primeiro concurso, ao menos no meu conhecimento, e realmente as decorações estavam muito belas!”, conta.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
sábado, 25 de dezembro de 2010
Encantadora Despedida
por Dandara Guerra e Hosana Souza. Fotos: Movimento Enraizados
Pode até ser paradoxal definir um evento de hip-hop como encantador, entretanto não há melhor adjetivo para definir à tarde organizada no último sábado, 18, pelo Movimento Enraizados em sua sede em Morro Agudo.
A última maratona cultural do espaço começou com a exibição dos pratos da casa, os filmes realizados durante os meses de oficina do primeiro pontão de cultura da Baixada, o Pontão Preto Ghóez Juventude Digital. Foram exibidos os curtas: “Venha ver o pôr do Sol”, “A voz”, “Good Times” – em parceria com a UNIGRANRIO de Caxias, “Pré Ocupado”, “Verbo dos menor”, “Bem vindo ao clube”, “Dia de pipa” e “Meias verdades”.
O pátio da ONG ferveu após a sessão cinematográfica com as apresentações de break, teatro e capoeira, tudo fruto das oficinas do ProJovem Adolescentes. Ailton Felix, 15, estudante do CIEP 134, presente no Enraizados a uma, participa das oficinas de break. “Antes de ter um espaço lá no Cacuia, onde moro, eu vinha aqui. È bem melhor do que ficar à toa, eu gosto da cultura, dos aprendizados”, diz.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Norte para o cinema
Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Acre, Amazônia. Esses são apenas alguns dos muitos estados brasileiros que participaram da 28ª Jornada Nacional de Cineclubes / 3ª Conferência Mundial de Cineclubismo que lotou Moreno, cidade pernambucana, do dia 5 ao dia 11 de dezembro.
O evento foi realizado pelo Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros a fim de que houvesse uma reforma estatutária e de diretoria da organização, sendo também palco da Assembléia Geral da FICC – Federação Internacional de Cine Clubes – 2010. Na ocasião, discussões sobre temas como a inserção do audiovisual no currículo escolar, métodos de relações públicas e de comunicações, sustentabilidade financeira, direitos autorais e do público e a democratização do cinema a todas as classes sociais, não eram nem um pouco incomuns.
Entretanto, o objetivo da Jornada também foi promover um contato direto em diferentes cineclubes do país e a troca de experiências vividas por diferentes organizações. “Muito massa conhecer tanta gente bacana e projetos incríveis! Valeu a troca de experiências e as ideias compartilhadas”, comentou Fernanda Lopes, do Cineclube Assunção de São Paulo.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Reivindicações por escrito
Por Hosana Souza
“O que você deseja discutir nesse encontro?” Esta era a grande pergunta que os Pontinhos de Cultura deveriam responder após o ato de inscrição para o Teia Baixada 2010; e tanta curiosidade por parte dos organizadores não era à toa.
“As principais reinvidicações que anotamos foram quanto a prestação de contas, o financiamento público, a gestão dos projetos culturais e o fortalecimento do Bairro Escola”, disse Lino Rocca, iniciando a reunião com os agentes culturais, “Comecemos, então, o levantamento de propostas”. A reunião que aconteceu durante dois dias do Teia, 9 e 10, tinha por objetivo, além de lavar a alma dos projetos, escrever uma Carta Documento oficial que será enviada ao MINC – Ministério da Cultura.
E a primeira a se manifestar, sem medo ou papas na língua foi Arlene de Katendê, do Afoxé Maxambomba: “Estou quase desistindo”, disse ela, “São reuniões atrás de reuniões que nunca resolvem nada; a verba pública é algo que está aqui em nossas mãos, mas não podemos usar nem para pagar um contador”, explica Arlene, revoltada com toda a burocracia que circunda a vida dos pontinhos de cultura.
E a primeira a se manifestar, sem medo ou papas na língua foi Arlene de Katendê, do Afoxé Maxambomba: “Estou quase desistindo”, disse ela, “São reuniões atrás de reuniões que nunca resolvem nada; a verba pública é algo que está aqui em nossas mãos, mas não podemos usar nem para pagar um contador”, explica Arlene, revoltada com toda a burocracia que circunda a vida dos pontinhos de cultura.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Teatro bento
por Jéssica de Oliveira
A figura que se arrastava pela chão, clamava por um tesouro. Era coberta de lixo e fazia com que as pessoas se aproximassem, com os olhos bem abertos e com os ouvidos atentos, abrindo um generoso espaço para seus longos movimentos. "Água benta, água barrenta. Água lenta com sabor de menta", eram palavras que faziam parte de sua poesia.
O tesouro é a água, da qual ela mesma, figura da imundície, poluiu. Trazia consigo uma garrafa de vinho, presa numa meia-calça arrastão. Era a rede do pescador, que agarrava o lixo, ao invés do peixe.
Sua face era coberta e sua forma humana era inexistente perante o figurino de monstro. Enquanto falava, a quadra do SESC de Nova Iguaçu se calava para ouvi-la, dando à Teia 2010 minutos de total reflexão.
A figura que se arrastava pela chão, clamava por um tesouro. Era coberta de lixo e fazia com que as pessoas se aproximassem, com os olhos bem abertos e com os ouvidos atentos, abrindo um generoso espaço para seus longos movimentos. "Água benta, água barrenta. Água lenta com sabor de menta", eram palavras que faziam parte de sua poesia.
O tesouro é a água, da qual ela mesma, figura da imundície, poluiu. Trazia consigo uma garrafa de vinho, presa numa meia-calça arrastão. Era a rede do pescador, que agarrava o lixo, ao invés do peixe.
Sua face era coberta e sua forma humana era inexistente perante o figurino de monstro. Enquanto falava, a quadra do SESC de Nova Iguaçu se calava para ouvi-la, dando à Teia 2010 minutos de total reflexão.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Revolução Esvaziada
por Hosana Souza, Jefferson Loyola, Jéssica de Oliveira e Renato Acácio
O campus de Nova Iguaçu da Universidade Estácio de Sá recebeu a Conferência do Plano Estadual de Cultura da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que reuniu secretários e agentes culturais da sociedade civil de 17 munícipios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro para discutir políticas públicas na área da cultura. "Estamos construindo uma nova face da cultura. Este encontro é um exemplo da democracia que nós temos de pensar, falar e trocar ideias", disse Nilson Luís Caman, presidente do Conselho Estadual de Cultura.
Com a atriz e produtora cultural Sylvia Regina como mestre de cerimônias, o evento foi oficialmente aberto às 10h com a fala dos secretário de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu, Écio Salles: "O processo de planejamento de novas políticas públicas para a cultura é um processo rico e revolucionário no país. Mesmo com toda a dificuldade que enfrentamos, há um resultado positivo, há conquistas e avanços na cultura no Estado no Rio de Janeiro, como as políticas dos Pontos de Cultura e tantas outras. Esse plano é um marco histórico importantíssimo".
domingo, 15 de agosto de 2010
Azar de quem não foi!
por Jéssica de Oliveira
O que você faz quando olha para o calendário e depara com uma sexta-feira 13 em pleno mês de agosto? Qualquer coisa, menos se arriscar de mais, expondo-se aos riscos dos famosos "sete anos de azar"? Tudo bem, ficar em casa se escondendo é uma opção, mas saiba que você pode estar perdendo uma ótima oportunidade de brincar com a sorte - ou com o azar.
Dizer quando foi o ocorrido que logo contarei é bastante desnecessário até porque foi justamente essa data que motivou um grande grupo de amigos a organizarem o evento "Sexta-feira 13 - Para Espantar o Azar", no bom e velho Espaço Cultural Sylvio Monteiro com direito a mudinha de arruda atrás da orelha pra proteger do mau-olhado.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Eu fui pra cadeia
Por Jéssica de Oliveira
Chegando lá, seguimos para a base da Polinter de Nova Iguaçu. Hosana e eu cobriríamos uma ação do projeto Livro Livre, orquestrada pelo Secretário Municipal de Cultura e Turismo, Écio Salles, e que contava também com a presença de escritores e agentes culturais da cidade. O objetivo da ação era distribuir bons livros para alguns detentos e que, posteriormente, seriam repassados para qualquer outro preso que se interessasse pela leitura.
A minha expectativa quanto à matéria não fugia do comum. Em nenhum momento eu parei para refletir sobre o local a que me dirigia naquela manhã. Meus pensamentos se limitavam apenas nas perguntas que poderia fazer e no texto que posteriormente viria a escrever. Até que meus olhos abruptamente se abriram.
Ao vislumbrar o grande prédio de fachada velha e por reformar, com a palavra polícia escrita em letras garrafais numa placa, eu senti uma ficha cair lentamente dentro de mim. Dirigimo-nos à entrada lateral, onde encontramos três agentes penitenciários vestidos com suas vistosas camisas azuis e os cumprimentamos: “Bom dia”. Ao atravessar a porta de entrada, meu coração sentiu um aperto, surpreendendo a mim mesma.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Decoração de interiores
Por Jéssica de Oliveira
Aos 14 anos, Henrique trabalhou em uma fábrica de guarda-chuvas, onde, curiosamente, teve seu primeiro contato com a poesia. "O barulho das máquinas era imenso, o que tornava impossível a comunicação entre pessoas, porque não se ouvia a voz do outro. Então, já que ninguém me ouvia quando eu falava, passei a conversar comigo mesmo e a construir pensamentos, escrevendo-os posteriormente em formas de poesias".
Para o poeta iguaçuano, o livro é a síntese de uma vida inteira, onde se reúnem pensamentos, organizados em seis partes, erguidos sobre a base dos cinco sentidos que o ser humano possui - audição, olfato, paladar, tato e visão. As poesias contidas no livro mostram o que o autor conceitua como ser - o ser sendo parte, sendo afeto, sendo tempo -, introduzido pelo primeiro capítulo Cortina dos Sentidos, concluindo sua obra com o capítulo Os Encantos do Ser.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Seduzidos pela imagem
Por Jéssica de Oliveira
Ontem, dia 20 de abril, o Iguacine encerrou sua programação no Espaço Cultural Sylvio Monteiro com a Mostra Bairro-Escola para os alunos das escolas municipais Austregesildo de Ataíde, Herbert Moses, Flor de Liz, Janir Clementino Pereira, Professora Anna Maria Ramalho, Maximiano Ribeiro da Silva, Ivonete dos Santos Alves, Jaceruba e Caíque Coco. Mas além da pipoca e do suco servido a eles, a equipe do Iguacine também lhes reservou uma outra atração, que ficou por conta da compainha de teatro Tapetes Contadores de Histórias, representada pelo ator e contador de histórias Warley Goulart.
Nascido em Volta Redonda, Warley, 33 anos, é formado em Teatro pela UniRio e trabalha na companhia há 12 anos. Segundo ele, a técnica de contação de histórias, usando um tapete como cenário, é oriunda do artesão francês Tarak Hammam, que vinha ao Brasil com a renda arrecadada pelos contadores em suas apresentações. "A maior parte do dinheiro que a nossa companhia arrecadava, era apenas para trazê-lo pra cá. Ele adorava o Brasil", conta.
Nascido em Volta Redonda, Warley, 33 anos, é formado em Teatro pela UniRio e trabalha na companhia há 12 anos. Segundo ele, a técnica de contação de histórias, usando um tapete como cenário, é oriunda do artesão francês Tarak Hammam, que vinha ao Brasil com a renda arrecadada pelos contadores em suas apresentações. "A maior parte do dinheiro que a nossa companhia arrecadava, era apenas para trazê-lo pra cá. Ele adorava o Brasil", conta.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Por Jéssica de Oliveira
Você já parou para pensar sobre as diferenças entre os homens e as mulheres? Já tentou entender porque alguns homens não conseguem deixar o tampo do vaso abaixado, enquanto algumas mulheres sofrem com a incapacidade de estacionar o carro junto à calçada sem no mínimo causar um arranhão na pintura? Nunca pensou nisso? Os especialistas em relacionamento e linguagem corporal Allan e Barbara Pease já e rodaram o mundo atrás de respostas que explicassem por que homens e mulheres têm modos, pensamentos, atitudes e até mesmo sentimentos tão diferentes um dos outros.
Você já parou para pensar sobre as diferenças entre os homens e as mulheres? Já tentou entender porque alguns homens não conseguem deixar o tampo do vaso abaixado, enquanto algumas mulheres sofrem com a incapacidade de estacionar o carro junto à calçada sem no mínimo causar um arranhão na pintura? Nunca pensou nisso? Os especialistas em relacionamento e linguagem corporal Allan e Barbara Pease já e rodaram o mundo atrás de respostas que explicassem por que homens e mulheres têm modos, pensamentos, atitudes e até mesmo sentimentos tão diferentes um dos outros.No livro Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor? (editora Sextante, 2000), Allan e Barbara reúnem "uma visão científica (e bem-humorada) de nossas diferenças", analisando o comportamento de ambos os sexos com base em estudos da ciência da evolução humana e pesquisas realizadas com milhares de pessoas. As conclusões apresentadas são baseadas na média populacional.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Defesa final
por Hosana Souza e Jéssica Oliveira
Férias e sábado de sol. Ingredientes perfeitos e bastante convidativos para um dia de sombra e água fresca. Com certeza a escolha certa para milhares de pessoas, exceto para um grupo de ex-alunos da Escola Livre de Cinema. Espalhados pela biblioteca Cacá Diegues - com direito a calor que resistia ao ar condicionado - todos esperavam ansiosos pela chegada do momento em que os reunira ali: a chance de apresentar seus roteiros à banca avaliadora que decidiria quem seria o sortudo - e acima de tudo, competente - autor a ter sua obra transformada em um curta metragem a ser exibido no Iguacine do próximo ano, além de ser receber mil reais pelos direitos autorais.
Essa história começou no segundo semestre de 2009, quando onze ex-alunos tiveram a oportunidade de participar de um mês de aulas de roteiro com Gustavo Melo e Raul Fernando - feras do cinema - e depois produzirem seu próprio roteiro, baseados na cultura popular e nos avanços tecnológicos usados pela população iguaçuana.
Durante três minutos, cada um dos concorrentes defendeu seu projeto para a banca, composta Raul Fernando (adjunto da SEMCTUR), Anderson Barnabé (coordenador da ELC), Ivana Bentes (professora de cinema e editora da revista Cinemais) e Belisário Franca (diretor e produtor). Em seguido, os integrantes da banca sabatinaram os roteiristas durante sete minutos.
Férias e sábado de sol. Ingredientes perfeitos e bastante convidativos para um dia de sombra e água fresca. Com certeza a escolha certa para milhares de pessoas, exceto para um grupo de ex-alunos da Escola Livre de Cinema. Espalhados pela biblioteca Cacá Diegues - com direito a calor que resistia ao ar condicionado - todos esperavam ansiosos pela chegada do momento em que os reunira ali: a chance de apresentar seus roteiros à banca avaliadora que decidiria quem seria o sortudo - e acima de tudo, competente - autor a ter sua obra transformada em um curta metragem a ser exibido no Iguacine do próximo ano, além de ser receber mil reais pelos direitos autorais.
Essa história começou no segundo semestre de 2009, quando onze ex-alunos tiveram a oportunidade de participar de um mês de aulas de roteiro com Gustavo Melo e Raul Fernando - feras do cinema - e depois produzirem seu próprio roteiro, baseados na cultura popular e nos avanços tecnológicos usados pela população iguaçuana.
Durante três minutos, cada um dos concorrentes defendeu seu projeto para a banca, composta Raul Fernando (adjunto da SEMCTUR), Anderson Barnabé (coordenador da ELC), Ivana Bentes (professora de cinema e editora da revista Cinemais) e Belisário Franca (diretor e produtor). Em seguido, os integrantes da banca sabatinaram os roteiristas durante sete minutos.
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